07/07/2010

A Lógica de Cada Um


Normalmente a lógica cai por terra quando se argumenta com alguém e o sujeito concorda de pronto. No pressuposto de que a concordância seja porque está convencido e não porque o vencemos no cansaço. Porque se foi a fadiga, estorna e segue o baile. O interlocutor está convicto de que a nossa argumentação é correta para que ele faça ou deixe de fazer determinada ação ou tenha certas atitudes. Prepare-se para o xeque mate: “É. Você tem está certo, mas eu não gosto. Eu não quero”.

Nessas circunstâncias, capitulamos. Contra a ausência de lógica ou de vontade, não há idéia ou procedimento que vá em frente. E o que é inconcebível para que se pauta pela coerência nas atitudes, para o outro é basicamente o predomínio do instinto. “Não estou com vontade de fazer”. O não fazer significa abrir mão das melhorias que o novo posicionamento traria. Mas se ele não aprecia a idéia ou não quer, significa que não está disposto a correr riscos para alcançar certos objetivos. Ou então, a última alternativa: Ele não está suficientemente persuadido dos benefícios que supostamente iria auferir. Não assimilou como verdade sua aquela proposição.

Outro argumento que dispensa qualquer réplica é: “Tudo bem, eu concordo contigo, você têm razão, mas por aqui é assim, dessa maneira que estamos acostumados a fazer”. Tradução: Você não foi esclarecedor a ponto de convencer, está enchendo a paciência de quem te ouve e ele está apelando porque não te agüenta mais e quer que dê o fora. Não tem jeito. Tire o time de campo e saia de fininho. Você entrou para a categoria dos chatos e dos indesejáveis. A pessoa que te ouve não quer mudar nada, está muito bem assim e você está sendo gentilmente convidado a não meter o nariz onde não é chamado e ponto final.

E os convencimentos aparentes? Aquele onde a pessoa fala, fala, mas alguma coisa lá no fundo não fecha. O argumento faz sentido, as provas se encaixam, mas o seu sinal vermelho acende. Intuição pura. Tire partido dela. As mulheres que o digam. Mas isto é outra história. Pensando bem, esta aqui já está ficando chata. Bye, bye.

2 comentários:

  1. Bom dia Rackel, muito bom seu texto, como sempre perfeita em tudo que escreve.

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  2. Obrigada, Arnold, por tua presença e comentário.
    Abraço Fraterno.

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