28/06/2010

Compulsão por Compras


O seu cartão de crédito não comporta mais nem compras no R$ 1,99, mas você continua ali, hipnotizada na frente da vitrine ante aquele suéter maravilhoso. Não adianta esfregar as mãos, rapazes, que a analogia vale para os homens também. Troca só a vitrine e lá está você. Imóvel, frente àquele acessório (in)dispensável para o carro que há tempos não sai da sua cabeça.


Analise a situação. Você está convencido de que precisa dominar os instintos. Tem certeza dos aborrecimentos que a atitude irá lhe trazer, mas ainda assim, alguma coisa lá no fundo diz eu quero. E quando se quer, parece que tudo o mais se anula. E se o lado negativo da ação fica zunindo na cabeça, tenta-se não pensar nele. Esquecer é temporário. Se o assunto é importante para nós, vamos nos deparar com ele novamente logo, logo.

Que instrumento poderoso é o querer! É ele quem nos move. Quando aspiramos muito por algo, não tem quem nos segure. Passa a ser a coisa mais importante para nós e concentramos todos os esforços em concretizá-lo. Mas tem um detalhe. Não vale a pena canalizar todo o nosso potencial criativo a serviço do querer, se ele estiver desprovido de lógica, se as coisas não fizerem sentido, não tiverem coerência. Aí é compulsão pura e simplesmente.

Existem as ocasiões em que ficamos em cima do muro, há chances de dar certo o que nos deixa indecisos. Tiremos partido da hesitação para respirar fundo e nos indagar com sinceridade se é a melhor alternativa. Se acender o sinal vermelho, desistamos. Intuição pura. As mulheres que o digam.

Mas se o caso é de compulsão mesmo, saia imediatamente da frente da vitrine. O prazer que o objeto adquirido vai te proporcionar não compensa o desespero que vem depois.

5 comentários:

  1. Olá, Rackel!!!!
    Lendo teus textos, sempre de excelente conteúdo.
    Desejo que tudo esteja bem.
    Grande abraço.
    Bjs em teu coração.
    Nadi

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  2. Obrigada, Nadi, por tua estimada visita e comentário. Por aqui, tudo bem. Abraço fraterno.

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  3. Olá Rackel,
    Concordo inteiramente com tua crônica sobre a compulsão por compras. Alguns psicólogos observam que as vezes os casos são tipicamente de doença.
    Abraços prá você.
    Lucelio Garcia

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  4. Obrigada, Lucélio, por teu comentário e visita.

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  5. Obrigada, Lucélio, por teu comentário e visita.

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